INFORMAÇÃO SUMÁRIA DE NOGUEIRA

Padroeiro: S. João Baptista.

Habitantes: 922 habitantes (I.N.E 2011) e 891 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais:Agricultura, comércio e construção civil.

Tradições festivas:Festa de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, Festa de Nossa Senhora do Rosário de S. Cláudio, e Festa de São João Batista.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja Românica de S. Cláudio e Igreja Paroquial, Túmulos romanos e Penedo da Moura.

Gastronomia: Cabrito.

Artesanato: Bordados Regionais e arte em cantaria.

Colectividades: Clube de Futebol de Nogueira, Associação Cultural e Desportiva Nogueirense e Grupo de Cantares “A voz de Lorente”.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS DE NOGUEIRA

Nogueira é uma freguesia do concelho e distrito de Viana do Castelo, algo extensa e tem por vizinhas as freguesias de Amonde e Vilar de Murteda, a norte; Meixedo a leste; Torre a sudeste; Cardielos a sul e Outeiro, Perre e Portuzelo a ocidente. Tem por orago São João Baptista e é uma freguesia essencialmente agrícola, apesar de grande parte da população se dedicar, desde há muito tempo, à construção civil, mais propriamente à construção de estradas. O seu topónimo deriva da árvore de fruto com o mesmo nome, talvez por, em tempos muito remotos, ser aquele um lugar de passagem no qual existia uma evidenciada nogueira marcando o caminho.

 

RESENHA HISTÓRICA DE NOGUEIRA

Nogueira é detentora de um riquíssimo valor do ponto de vista arqueológico. Na serra da Aguieira, encontra-se o Castro e Castelo de São Martinho, fortificação das épocas castreja, romana e medieval. Da Idade do Ferro e da época Romana restam vestígios de muralhas pétreas e de um fosso, assim como de algumas casas. Foram achados variados objectos durante as escavações e investigações, tais como: tégula, ímbrex, dois fragmentos de “sigillata hispânica” da romanização, assim como algum material castrejo composto por panelas com asa interior, púcaros e potes. Também da época romana, evidenciando a actividade mineira, foram encontradas pequenas picaretas e lâmpadas de barro que podem ser as tão características lucernas romanas, (ver: Proto-História e Romanização – Carlos A. Brochado de Almeida, Viana, 1990).

Na Idade Média, foi assente um Castelo, ali no cerro, pelas suas vantagens geográficas do ponto de vista estratégico-militar.

Da época proto-histórica foram achadas, em meados deste século, pelo arqueólogo  Coronel Afonso do Paço, gravuras rupestres no Penedo da Moura.

A tradição popular faz alusão à existência de um antigo convento, desaparecido, na chamada “Bouça das Freiras”. Este assunto suscita tantas dúvidas quanto à sua origem como à sua existência. No entanto, são ali visíveis restos de “construções soterradas” assim como duas sepulturas cavadas na rocha, de cronologia alto-medieval.

Do ponto de vista eclesiástico, Nogueira integra desde 1836 a então exímia freguesia de São Cláudio de Nogueira. A sua designação nos finais do século XIX era de “Nogueira e São Cláudio”. Situada no lugar do Outeiro, a igreja românica de São Cláudio está classificada, desde 1910, como “Monumento Nacional”, pois, apesar das suas modestas dimensões, conserva preciosos testemunhos dos primórdios arquitectónicos do românico beneditino, datável de meados do século XII. No lado direito da porta principal, encontra-se uma inscrição datada de 1201, alusiva à consagração da igreja pelo bispo de Tui, D. Pedro Mendes.

Ainda no que diz respeito à história da Freguesia, no Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, pode ler-se textualmente:

«Em 1258 a igreja de São João de Nogueira figurava entre as igrejas do bispado de Tui situadas no território de Entre Lima e Minho.

Em 1320 foi taxada em apenas 70 libras, como se encontra registado no Livro Branco da Sé de Coimbra (fls. 22v-25v). E, em 1546, no Memorial feito pelo vigário da comarca de Valença, Rui Fagundes, durante o arcebispado de D. Manuel de Sousa, foi avaliada em 23 réis.

No Censual de D. Frei Baltasar Limpo (1551-1581), elaborado para apuramento da situação canónica dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, São João de Nogueira vem mencionada como sendo da apresentação de padroeiros.

Refere também este mesmo documento que o arcebispo D. Diogo de Sousa havia confirmado a doação do padroado desta igreja feita por várias pessoas a João Rodrigues Vieira, de Viana, a quem passara a competir a apresentação.»

 

IGREJA ROMÂNICA DE S. CLÁUDIO (NOGUEIRA) 

Esta igreja de um antigo mosteiro beneditino, classificada como Monumento Nacional desde 16 de Junho de 1910, é um notável exemplar de arquitectura românica, salientando-se pela diversidade de soluções decorativas que apresenta, reflexo dos sucessivos restauros e ampliações que ao longo dos tempos foi sofrendo. Tendo uma planta bastante comum, com uma única nave ,encabeçada por uma capela-mor em forma de rectângulo alongado esta igreja apresenta soluções arquitectónica muito sóbrias, com três portais sem colunas e uma gramática decorativa que, à excepção dos cachorros, apresenta paralelismo com a região bracarense, concretamente com as igrejas de Bravães, Arões e Sé de Braga. Além da cachorrada, bastante expressiva e denotando influências galegas, destaca-se ainda o tímpano da porta principal, decorado com uma cruz vasada ladeada por dois zoomorfos, bem como uma epígrafe que refere o ano 1201 como a data em que o templo foi sagrado pelo Bispo de Tui, D. Pedro. Embora se desconheça o momento preciso da edificação do arco-cruzeiro, com arremedos de arte moçárabe, parecem querer dizer-nos que existiu outro edifício, anterior àquele que o Bispo de Tui sagrou nos alvores do séc. XII. Também a época gótica terá sido responsável por algumas das modificações que a igreja sofreu, nomeadamente ao nível da nave e da capela-mor e que se encontram documentadas por uma grande quantidade de siglas dessa época. A estas sucessivas transformações não terá sido alheio o enorme desenvolvimento que a Bacia do rio Lima sofreu na Idade Média e que foi responsável pelo aumento do poder económico dos mosteiros, permitindo-lhes a construção de novos templos ou a ampliação dos já existentes.

É sabido que a conservação deste templo compete ao Estado que o declarou “monumento nacional” em 16/10/1910, com zona de protecção. Fazendo-se porta-voz de chamadas de atenção de visitantes, o Pároco e os Festeiros iam avisando a D.R.M.N. da ruína iminente dos telhados, até que em 11/10/2000 essa Direcção do Porto participa que tinha já elaborado a lista das patologias verificadas. Quanto a uma intervenção, mais que urgente, nada diziam. Diante de um Inverno rigoroso, o Pároco alertou o IPPAR em 17/01/2001 e retirou as imagens (4) para a Igreja. Poucos dias depois aconteceu a mais previsível queda das estruturas da madeira dos telhados. Em 9 de Março de 2001 um técnico da D.G.M.N. vem verificar as consequências, sendo esperada no local pelo Presidente da Junta e pelo Pároco. E então, perante os factos, foi decidida uma intervenção há muito pedida, de tal modo que a 03/08/2001 a obra de reposição do telhado foi adjudicada a Alfredo Carvalhido, Lda, que em 07/05/2002 deu a empreitada como finda. Ficou assim sem celebração a passagem do 8° centenário da sagração pelo Bispo de Tui que seria em 1201, a acreditar no cronista Frei Leão de S. Tomás (Conf. Em Beneditina Lusitana, Trat.II, Parte II,Cap. XXX). Entretanto, para celebrar a entrada no 3° milénio, a Fundação Calouste Gulbenkian e uma congénere de Pontevedra promovem uma exposição e a publicação de um conjunto de estudos sobre o tema “Românico – Em Portugal e Galiza” onde Manuel Luís Leal, do Arquivo Histórico do Porto, propõe para data de edificação da capela-mor um ano perto de 1145 como se pode concluir pela observação da empena exterior dessa capela. Espera-se que não esqueça a continuação das benfeitorias prometidas, a começar pelas portas, estudo arqueológico do espaço que foi adro e cemitério, bem como a drenagem desse espaço e do interior da igreja.

Inventário do Património Arquitectónico

Em http://www.monumentos.pt

Informações detalhadas acerca de:

► Capela de Nossa Senhora da Conceição da Rocha

► Cruzeiro Paroquial de Nogueira

► Igreja Paroquial de Nogueira / Igreja de São João Baptista

► Igreja de São Cláudio

 

 

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA DE MEIXEDO

Padroeiro: S. Paio.

Habitantes: 467 habitantes (I.N.E 2011) e 487 eleitores em 06-05-2011.

Sectores laborais:Agricultura, pecuária, construção civil, pequeno comércio e indústria.

Tradições festivas:S. Paio, Santo António e Senhora da Conceição.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, cruzeiro, sepulturas antigas, solar da Quinta da Ferreira.

Gastronomia: Sarrabulho e cozido à portuguesa.

Artesanato: Tecelagem e mantas de farrapos.

Colectividades:  Centro Cultural Desportivo de Meixedo.

 

 

RESENHA HISTÓRICA DE MEIXEDO

Nas Inquirições de 1258, o couto do mosteiro de São Salvador da Torre abrangia, além da sua freguesia, as de Vila Mou, Lanheses, São João e São Cláudio de Nogueira, Meixedo e diversos casais em Afife, Carreço e Perre.

Na taxação das igrejas, em 1320, São Paio de Meixedo figura sob a designação de “Ameixheedo”, com apenas 60 libras de rendimento anual. Por volta de 1520, o mosteiro de São Salvador da Torre, da Ordem de São Bento, tinha o direito de apresentação das igrejas de Serreleis, Vila Mou, Meixedo, Montaria, Amonde, São Maninho do Outeiro e metade da de Santa Marta e do mosteiro de São Cláudio.

Em 1546, no registo do rendimento anual das igrejas, benefícios e mosteiros da comarca de Valença do Minho, há referencia a São Paio de “Ameixedo”.

Era-lhe anexa Santa Eulália de Orbacém, da Terra de Caminha, rendendo as duas em conjunto 50 mil réis.

O Censual de D. Frei Baltasar Limpo (1551-1580) refere que São Paio de Meixedo era na época da apresentação da mesa arcebispal.

Américo Costa descreve-a como uma abadia da apresentação da Mitra.

Em termos administrativos, pertenceu, em 1839, à comarca de Ponte de Lima e, em 1852, à de Viana do Castelo.

( Fonte consultada: Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo)

 

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA DE VILAR DE MURTEDA

Padroeiro: S. Miguel.

Habitantes: 277 habitantes (I.N.E. 2001) e 241 eleitores em 31-12-2003.

Sectores laborais: Agricultura, pecuária.

Tradições festivas: S. Miguel e Santo António.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja e cruzeiro paroquial e cruzeiros de Murteda e de Santa Rita, Cascata da Ponte do Pereiro, rio Seixo, Monte de Crasto e Largo do Meijão.

Gastronomia: Enchidos e fumados de porco, caldo à lavrador, cozido à portuguesa, arroz de sarrabulho e arroz doce.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS DE VILAR DE MURTEDA

Situada no extremo oriental do concelho, dista cerca de 20 Km da cidade de Viana do Castelo, e ocupa uma área de cerca de 5,16 km2. È atravessada pelo rio Seixo, rico em trutas, que nasce na Montaria e desagua no Lima. Vilar de Murteda estende-se pelas encostas da serra de Arga e faz limites com as seguintes freguesias: A norte, Amonde e Montaria; a sul,  Nogueira e Meixedo; a nascente Lanheses; e a poente Nogueira e Amonde. Todas estas freguesias irmãs pertencentes como ela ao concelho de Viana do Castelo.

Tem como principais actividades económicas a agricultura, praticada fundamentalmente na Veiga, e a pecuária.

Compreende os lugares do Ervideiro, Paço, Casal, Pereiro, Rodo e Corredouras.

Os principais pontos de atracção turística: a praia fluvial do rio Seixo, onde se poderá praticar pesca desportiva, os aspectos rurais e tradicionais da freguesia, a cascata da Ponte do Pereiro, o Monte de Castro, o Largo do Meijão, a Igreja e Cruzeiro Paroquial de Murteda e de Santa Rita e, ainda, a sua rica gastronomia, da qual se salienta os enchidos e fumados de porco.

Vilar de Murteda está já dotada com unidades de turismo de habitação.

 

 

RESENHA HISTÓRICA DE VILAR DE MURTEDA

O topónimo de Vilar de Murteda deve¬-se à abundância de um arbusto aromático e espontâneo chamado “murta”, sobretudo no lugar de Murteda, onde se situou a igreja primitiva.

Em 1258 já a freguesia estava constituída. como consta das Inquirições de D. Afonso III.

Ainda no que diz respeito a história da Freguesia, no Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, lê-se na integra:

«Em 1258. na lista das igrejas situadas 110 território ao norte do rio Lima, elaborada por ocasião das Inquirições de D. Afonso III, Vilar de Murteda aparece, sob a denominação de “ecclesia de Mortedo”, como uma das igrejas subordinadas ao bispado de Tui.

No catálogo das mesmas igrejas, de 1320, mandado elaborar, para pagamento de taxa, pelo rei D. Dinis, São Miguel de Murteda foi taxada em 60 libras.

Pertencia, ao tempo, à terra da Vinha. Em 1444, D. João I conseguiu do papa que aquele território de Entre Lima e Minho fosse desmembrado do bispado de Tui, passando a pertencer ao de Ceuta, onde se manteve até 1512. Neste ano, no tempo do arcebispo de Braga D. Diogo de Sousa, Vilar de Murteda foi anexada a esta diocese de Braga, por troca com o bispo de Ceuta, pela comarca eclesiástica de Olivença. Esta permuta foi aprovada, em 1513, pelo papa Leão X.

Em 1546, no registo da avaliação dos benefícios eclesiásticos incorporados na diocese de Braga, São Miguel de Murteda foi avaliada em 15 mil réis.

Na cópia de 1580 do Ceusual de D. Frei Baltasar Limpo, sobre a situação canónica daqueles benefícios eclesiásticos, São Miguel de Murteda era anexa perpétua de São Lourenço da Montaria.

Segundo Américo Costa, São Miguel de Vilar de Murteda foi abadia da apresentação da Mitra.»

( Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, Freguesias Autarcas do Século XXI  )

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